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Chega uma hora que a gente cansa…*

Cansa de buscar o que não pode ser alcançado,
de lutar por quem não quer ser conquistado,
Cansa de buscar resultados onde não tem.
de identificar vestígios de sentimentos.
Chega uma hora que a gente cansa,
de se contentar com o pouco,
de ir levando a vida…
Cansa de esperar, de se conformar, de procurar.
Cansa de pedir, de perguntar, de tentar entender,
Cansa de desculpas esfarrapadas, de minimizar opostos…
Chega uma hora que a gente deseja o novo…
E descobre que ainda dá pra olhar pra frente,
ir além do exato lugar onde estamos…
Chega uma hora que a gente deseja mais do que joguinhos, 
flertes, brincadeiras e molecagem…
Chega uma hora que a gente decide que precisa VIVER não SOBREVIVER!

Leide Sardeiro

 

“Hoje você jura amor eterno, amanhã não me olha nos olhos, semana que vem, você encontrará um novo “amor” e provavelmente depois de chorar muito eu ficarei bem. Atualmente tudo está tão monótono que uma prova de amor se resume numa atualização de status numa determinada rede social, expondo uma felicidade que não existe, ou melhor, um amor que não existe. Tudo isso me faz crer que nasci no tempo errado. Queria poder acreditar nas pessoas. Queria alguém que me convidasse pra jantar sem outras intenções e não aquele que avisa da balada do fim de semana, queria uma companhia agradável para ver um bom filme num sábado à noite e mais simplicidade e menos aparência…” 

Então eu acordei…

Mulhmann Karina

(via r-ideout)

"Não posso. Não posso pensar na cena que visualizei e que é real. O filho que está de noite com dor de fome e diz para a mãe: estou com fome, mamãe. Ela responde com doçura: dorme. Ele diz: mas estou com fome. Ela insiste: durma. Ele diz: não posso, estou com fome. Ela repete exasperada: durma. Ele insiste. Ela grita com dor: durma, seu chato! Os dois ficam em silêncio no escuro, imóveis. Será que ele está dormindo? - pensa ela toda acordada. E ele está amedrontado demais para se queixar. Na noite negra os dois estão despertos. Até que, de dor e cansaço, ambos cochilam, no ninho da resignação. E eu não aguento a resignação… Ah, como devoro com fome e prazer a revolta!"

- Clarice Lispector

(via oxigenio-dapalavra)

(via r-ideout)

(via r-ideout)

Eu nunca fiz amigos tentando ser interessante. Todos os amigos mais íntimos que fiz foi porque me interessei verdadeiramente por eles. Me interessei pelo que doía, pelo que o fazia gargalhar, pela forma como banalizava histórias tristes, pelo jeito com que dramatizava fatos aparentemente banais…Todo mundo quando descobre certa receptividade no outro abre seu coração com tamanha generosidade, que fica difícil não fazer o mesmo. Porque a escolha é sempre nossa. A gente se abre, o outro percebe e se abre simultaneamente. E quando flui, tudo nos parece mágico. Mas depois vem o que fazemos com tanta informação, com aquela confissão, com aquele momento de entrega. É isso que vai solidificar o que quer que tenha começado. E quando isso não é um dom, é um exercício. Sempre tenho a impressão de que meus amigos têm talento para sê-los.

- Marla De Queiroz

“Eu encontrei um conforto na insanidade, encontrei a melodia que faltava para a minha canção nas vozes dentro da minha mente, fiz o amor que sentia por alguém se tornar em amor próprio e nesse meio tempo descobri que a solidão muitas vezes é a minha melhor amiga, pois nos dias de hoje você pode estar com um milhão de pessoas a sua volta e mesmo assim continuará sozinho.”

 — Catedrais